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Projeto que permitiu aumentar a flexibilidade do sistema elétrico chega ao fim

#Eletrónica de Potência

03 janeiro 2019

Ao fim de três anos, e com a participação do INESC TEC, EDP-CNET, EDP Distribuição, EDP Renováveis e GP-TECH (Green Power Technologies), foi possível criar uma solução chamada “Smart Energy-Storing Modular Tecnhnology with advanced Energy Management System for Renewable Energy Systems”.

Por se tratar de um dispositivo de armazenamento com fornecimento de serviços de suporte à rede, a tecnologia desenvolvida pode aumentar a flexibilidade do sistema elétrico, permitindo assim aumentar a integração segura de fontes de energia renovável.

“A solução que desenvolvemos no âmbito do projeto SMARES é inovadora, não só pelo leque de serviços que consegue fornecer, mas também pela modularidade que tem. Trata-se de uma tecnologia que pode ser móvel, sendo possível montá-la em contentores, o que reduz, por exemplo, a necessidade de trabalhos de construção civil e licenças”, explica Bernardo Silva, investigador sénior do Centro de Sistemas de Energia (CPES) do INESC TEC.

O projeto SMARES, iniciado em 2015, começou por fazer um levantamento dos principais requisitos impostos pelos códigos de rede mundiais, relativos à interligação de energia eólica. Foi a partir desta análise que foram definidas as funcionalidades que o conversor deveria ter, de modo a cobrir um vasto leque de mercado. A fase seguinte focou-se no desenvolvimento de modelos para estudos de estabilidade transitória, tendo sido aplicados a uma rede de distribuição com elevada penetração eólica.

“Com este teste foi possível aferir os benefícios de associar este conversor a um parque eólico em específico, face ao cumprimento de serviços de sistemas”, realça o investigador do CPES.

As tecnologias estão agora disponíveis no mercado, através da GP-TECH, para promotores de parque eólicos ou utilities.

A equipa do INESC TEC que participou neste projeto foi constituída por Bernardo Silva, Carlos Moreira e João Pedro Aguiar.

O projeto SMARES foi financiado pelo programa ERA-NET Smart Grid Plus, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e do Centro para el Desarollo Tecnológico Industrial (CDTI).

 

Os investigadores do INESC TEC mencionados nesta notícia têm vínculo ao INESC TEC e à UP-FEUP.

 

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